Com o avanço da pandemia do COVID-19, é indiscutível que tivemos que, rapidamente, adotar formas diferentes de conduzir nossas vidas e mudar nossos hábitos em tempos de isolamento social. A sociedade, com a velocidade de um trovão, se redefiniu. Aprendeu que há uma elevada interdependência entre todas as pessoas e, diante deste cenário, se reinventou. Sem dúvida empresas estão sendo negativamente impactadas pelas mudanças que, de forma mandatória e inevitável, se apresentaram em decorrência do cenário pandêmico. Entretanto, como em toda crise, alguns setores estão obtendo excelentes resultados e empresas estão se remodelando para se adequar a uma nova forma de negócio e de sociedade que sinaliza permanecer forte mesmo com o fim desta crise.

Em meio à pandemia, as pessoas seguiram as recomendações para evitar o contato direto com outras pessoas, a fim de se proteger do novo COVID-19.  Este novo comportamento das pessoas acabou por estimular novas formas de consumo e o comercio eletrônico teve um crescimento significativo em meio à crise.

A Associação Brasileira de Comércio Eletrônico (Abcomm) informa que algumas lojas virtuais registraram alta de mais de 180% em transações nas categorias de alimentos e saúde. Para outros segmentos calcula-se crescimento médio de 30%.

Já no mês de Março/20, uma pesquisa realizada entre os dias 19 e 25, mostrou que o varejo de autosserviço, como supermercados por exemplo, registrou crescimento de 96% nas vendas, enquanto o comércio, de uma forma geral, registrou um crescimento de 13%.

A mudança rápida no consumo acabou levando a uma sobrecarga dos sistemas de grandes redes do comércio online. Os prazos de entrega acabaram se estendendo muito e a conclusão a que se chega é que o baixo desempenho acaba se originando nas plataformas de E-Commerce, que merecem uma atenção especial num momento em que o mundo sinaliza, para um futuro próximo, um relacionamento predominantemente digital.

A prevalência das vendas online, que teve crescimento significativo no início da pandemia da COVID-19, fez surgir as vulnerabilidades das ferramentas e processos do comércio eletrônico.

Não obstante os comportamentos sistêmicos e processuais que vieram à tona, com a utilização massiva do comércio eletrônico, as perspectivas são promissoras e o novo comportamento do consumidor indica que veio para ficar.  O futuro aponta para uma continuidade do elevado relacionamento comercial eletrônico, mesmo após a pandemia. Assim, é vital olharmos para o nosso parque tecnológico agora e promover as melhorias, que se apresentam como oportunidades, para bons negócios futuros.

Ainda que algumas análises apontem para o fato de que as compras no e-commerce possam se beneficiar no curto prazo, os problemas da cadeia de suprimentos e a demanda incerta do consumidor podem atenuar as perspectivas do comércio eletrônico.

Um cenário otimista argumenta que os consumidores mudarão cada vez mais para compras online. Nesse caso, os maiores beneficiários seriam empresas cuja transformação digital já aconteceu e já está on going, serviços de entregas e divisões online dos principais varejistas. Em contrapartida, evitarão cada vez mais locais públicos. Não podemos, porém, fechar os olhos à possibilidade de problemas na cadeia de suprimentos, escassez de produtos e demanda potencialmente em declínio do consumidor também poderem diminuir o crescimento do comércio eletrônico — caso a economia venha a entrar em recessão.

 

Abaixo alguns setores que estão registrando crescimento significativo durante a pandemia:

 

 

 

 

 

Fontes: G1Exame e E-commerce Brasil